“My Sister’s Keeper” (2009)

“A maioria dos bebés são acidentes. Eu não. Eu fui produzida. Nasci para salvar a vida da minha irmã.”
Assim começa “My Sister’s Keeper”, que conta a história de uma família consumida pela doença de uma das crianças, Kate, que tem leucemia.
Exactamente no sentido de batalhar contra a doença, nasce Anna, que, produzida, artificialmente, tem perfeita compatibilidade com a sua irmã. A partir deste momento, e ao longo de vários anos, todos os esforços e espírito de sacrifício de todos os elementos – pais, irmão e, especialmente, irmã – se reúnem para atingir um objectivo comum: prolongar a vida de Kate. Por entre operações, intervenções, internamentos, noites em claro estes pais investem todas as suas energias e atenção, esquecendo-se de um aspecto fundamental: aceitar a realidade e aproveitar, verdadeiramente, os últimos momentos que têm com a filha.
Da forma mais inesperada e peculiar, chega o momento de se aperceberem disso…
Esta é uma daquelas películas que faz chorar “até as pedras da calçada”. É, na minha opinião, praticamente impossível ficar imune a esta família e à luta que travam, porque na verdade o filme é mesmo produzido com esse fim: emocionar. Inicialmente vemo-nos presos à controvérsia do tema, mas à medida que os minutos passam, por entre flashbacks, esta passa a ser secundária, porque, no fundo, o que realmente interessa é a força que esta filha tem para enfrentar a sua doença e, simultaneamente, para ajudar os outros elementos da família a aceitarem-na também.
Ao longo de duas horas e meia, temos oportunidade para ver brilhantes registos de actores já experientes, como Alec Baldwin e Cameron Diaz e, de caras mais novas, que, sem dúvida, merecem grande destaque (nomeações para os óscars?): Abigail Breslin (a criança que supreende em “Little Miss Sunshine”), no papel da irmã Anna e Sofia Vassilieva (que apenas conheço pelo seu papel na série “Medium”) como Kate.
Nick Cavassetes, realizador deste intenso drama (rios de lágrimas!), já com bastante experiência neste tipo de filmes, conseguiu um resultado bastante semelhante ao obtido em “The Notebook”, se bem que, para mim, inferior: adaptar, com bastante criatividade, sensibilidade e autenticidade, uma obra literária emocionante.
Importante é, ainda, chamar a atenção para os pormenores interaccionais escolhidos, a banda sonora, alguns cenários, que, sem qualquer dúvida, aumentam a carga emocional do filme e nos fazem sentir mais próximos da situação de vida das personagens.
8/10

Tas a ver como sou tua amiga!! Vim ao teu blog! :P
Tenho curiosidade de ver esse filme, assim como gostaria de ler o livro. Pelo menos o filme vejo…n sei é qd! Cinema tá tão caro, então o de Coimbra!!!!!!!
Continua com o trabalho, gostei do que li!!
Beijinhu
os nomes ‘anna’ e ‘kate’ estão trocados quem tem leucemia é a kate e a anna é que foi produzida in vitro..
Obrigada Ana, por me teres alertado para a distracção. Já foi rectificada!
Vi este filme ontem. Convenceste-me e ainda bem.
É triste em boas quantidades e fez-me pensar em coisas passadas.
Admito que soltei uma lágrima, mas não digo em que cena ;)
Achei a história fortíssima e que todos os actores se portaram à
altura.